Parou de chover?

Durante o dia foi fácil, a coisa bela requer ser vista feito palanque de vidro, fiquei com a voz no marasmo quando da cama segui as formas adiantando a janela. O não-problema ali de-senhado em frente a tv desligada, sorrindo feito sorvete mexicano. No armário o bilhete do dia: seu café dispensa mesa, grita cama. De tanto perfume ouvi saúde e levantei.
Queria ser você.
Que tipo de bom dia é esse?
Não é bom dia, é bem vinda.
Então devo agradecer?
Seria o mais natural, não fosse ter estranhado o elogio.
Então, boa vinda ou elogio?
Você consegue não fazer uma pergunta?
E você respondeu alguma das que eu fiz?
Ontem respondi várias.
Durante a tarde foi complicado, a coisa bela requer abraços feito jequitibá, deitei as mãos no painel do carro num batuque de táxi. Pediu beira em caminhão? Daí disse que não e segui com os dedos. Coisa boba essa de recriminar gestos tão naturais e simples. Engoli aquilo e fechei o ouvido pra obra.
Durante a noite foi texto, a coisa bela requer ser escrita feito Souza Leão, fui ciceroneado pelas teclas acessas e bati a máquina. O som das teclas estão aqui soando degavarinho pelo pescoço, você pode ouvir daí. Não ouço nada:
Mas disse num tom de voz ainda mais baixo.
Acredite, estava ao meu lado todo o tempo e doeu não ouvir. (pode subir na carroceria, tem um caixão de defunto aí mas não há ninguém dentro) Fique tranquila, só tô puxando prosa.
Que força é necessária para gritar num ouvido que se quer apenas fazer do carinho mensagem?

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