Bambu

Parte 1

Cão de guarda, corpo-guia e resvala o contorno. Teatro. Há perguntas demais e “o álcool só me faz chorar” – duração escura. Permaneceu olhando o chapéu verde, feito quem clica, segura e não arrasta – sorrindo.  Unindo (cool) sem saber direito a ordem certa, se cronológica ou alfabética, não tem muito em que pensar – décimo primeiro lugar. Sem abalo espírito, iria se casar com uma galinha d’angola, sorrir ajoelhada pedindo o pezinho em casamento. De que vale a galinhazinha sem significado. Acordou três da manhã escrevendo o que aguentava e a dúvida era menor – o abraço possível. Escreveu isso em toda a parede, a camareira perguntou: Que história de abraço é essa? Não basta a folha de bambu? – explico. Bambuzal, detrás do chalé, a cada batida do facão, um choro e também uma lembrança.Vale a foto.

Nunca respondeu se estava bem – não estava – ao mesmo tempo pensava positivo: vai melhorar – mansidão. Necessária reunião de mar, areia, amizade e futuro. Não se referiu a trabalho, por acreditar que não há trabalho misturado a felicidade-nuvem. O desejo de lê-la, musicá-la e o fazer junto (produtivo-fura onda) criação que faz chorar. Não se vê, na fabulosa apresentação do vendedor de folhas secas, se viu. Brincou, sorriu, cá está. Pediu socorro, recebeu cachaça gelada.

Não quis deixar, segurar a barra. Grita 4-9 4-9 4-9 4-9 4-9 4-9, 5.

O que é mesmo um presente? Embalagem e significado – antes presos. Cantar pra poder ver, ainda que isso permita sua camuflagem. Volume-distância, entrenó. Folha de bambu, sem o sentido original, solta na madeira – perdida. Dorme bem folha/maluca. Paciência, para isso que servem as folhas. Olhou de novo para o bambuzal, a trama barulhenta, lembrou dos pés na areia e do vale cor de grama. Que era tudo isso? Tudo afastado, a demora, as três frestas iluminando o chalé – levantar com a maré. Menos veloz, andou descalço pensando em como seria bonito o encontro e a vida depois do encontro. Dobrou dinheiro, tomou cerveja e manteve a coluna ereta – que mais havia de ficar naquele momento? Quis cozinhar junto. Desejo-caminho. Quis ver Thespis junto. Instantâneo-atraso. O concerto (do vendedor de folhas secas) terminou prometendo dança, ninguém cumpriu, também promessa de concerto é sempre promessa perdida. Ficou palavra escorrendo na calçada. Tentou juntar, pedir ajuda, não soube como. Tempo-jaula. Quis entrar, estava longe.

Maceió, 25 de outubro de 2012.

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