Pendurar

Seis passos, três seguradas no mastro e vinte e dois olhares até chegar ao cobrador. Preciso descer na praça Raul Soares. Observei a cena e a praça passar lá da última cadeira. Próximo ponto. Posso dar o sinal? Pode. Pendurou o corpo na cordinha, o motor era viola após a sirene. Algumas nucas sorriram com o pendurar. Fiquei quieto no fundão, observando o semáforo ficando verde. Curva 1, mais uma pendurada tentando parar o ônibus, outras risadas. Reta, outro semáforo vermelho – outra pendurada e muitas gargalhadas. Praputaquepariu! Desligou a sirene. O cobrador explicou, a praça ficou para trás. O motorista, dono do praputaquepariu, abriu as portas. Ele desceu e foi na direção contrária a da praça. O cobrador sorriu e para o motorista. Praputaquepariu.

Belo Horizonte, 22 de agosto de 2012

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